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Transexualidade: Uma luta emancipatoria.

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Captura de Tela 2015-10-23 às 13.49.37Primeiramente gostaria de expor aqui a definição dada a palavra transexual pelo Guia técnico sobre pessoas transexuais, travestis e demais trangênero, para formadores de opinião, da psicóloga Jaqueline Gomes de Jesus.

Captura de Tela 2015-10-23 às 14.18.59A antropóloga australiana Connel diz “Não se trata de uma escolha de estilo de vida, ou preferencia, mas sim saber o que a pessoa é, e isto está em contradição com o que os outros pensam saber.”

Além definição de emancipação retirada de um dicionário como sendo: autonomização, independência.

E porque nesse trabalho coloco a transexualidade como uma luta emancipatória?

Captura de Tela 2015-10-23 às 14.23.22Captura de Tela 2015-10-23 às 14.26.34Todos nós nesse evento sabemos, mesmo que não profundamente, que atualmente existe no país hospitais da rede publica que atendem aos transexuais no formato predefinido pelo CFM, que tem como base o diagnóstico dos manuais de psiquiatria, como o DSM5, que inclusive recentemente fez uma mudança na nomenclatura, em relação a seu antecessor, o DSM4 que tratava como TIG (Transtorno de Identidade de Gênero) volta a ser classificado como Disforia de Gênero, porém tendo maior detalhamento de critérios para diagnóstico entre outras diferenças.

O que pretendo aqui, brevemente, é problematizar não só a necessidade de um diagnóstico como também as implicações que o mesmo traz para a vivência transexual e também da sociedade em relação a transexualidade.

A proposta de Butler é a de pensarmos a possibilidade de ninguém pertencer a determinado gênero, rompendo com estereótipos e do domínio do “normal” para nos implicarmos na liberdade de SER. O que percebemos na prática é que ao romper com a normatividade o sujeito perde a liberdade de SER e passa a vivenciar a vulnerabilidade do desenquadre.

Venho pensando essa quentão do diagnóstico a um tempo, e sob vários prismas, irei me ater a alguns aqui.

Guacira Louro recentemente em conferência no I Seminário de Teoria Queer em São Paulo trouxe a tona a perspectiva de corpos que transitam, desprezando as normas regulatórias da sociedade romperiam com o que Butler chama de “interpelação fundamental”, que seria um chamamento que convoca o sujeito ao gênero anunciado, sendo este um produto da linguagem. Diz ainda não haver espaço na lógica binária para as múltiplaspossibilidades. Corpos transexuais seriam corpos abjetos.

Captura de Tela 2015-10-23 às 14.27.43A proposta de Butler é a de pensarmos a possibilidade de ninguém pertencer a determinado gênero, rompendo com estereótipos e do domínio do “normal” para nos implicarmos na liberdade de SER. O que percebemos na prática é que ao romper com a normatividade o sujeito perde a liberdade de SER e passa a vivenciar a vulnerabilidade do desenquadre.Cito Butler:

“A violência é imposta pelas normas ideias de gênero, especialmente contra aquelas pessoas que são diferentes em relação ao gênero que são desviantes em sua apresentação.”

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Captura de Tela 2015-10-23 às 14.39.05Na conferência de abertura tivemos na fala da presidente da SBRASH Iracema Teixeira a abordagem do tema direitos humanos e Justiça social, o quanto que ambos estariam entrelaçados e seriam necessários para a que se possa chegar a qualidade de vida, Iracema cita a filósofa Iris Young em relação ao movimento contra a marginalização, o desempoderamento cultural e a violência.

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Existe para qualquer pessoa o direito inerente de vivência corporal, porém para o transexual esse direito deve passar pela esfera do enquadre dicotômico, lhe é negado o direito decisório sobre o próprio corpo e o melhor tratamento que deseja para si.

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A proposta aqui é pensarmos a possibilidade de transito, em que a expressão corporal, a “incorporação” de si possa ser livre, autônoma e ôntica.

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2 thoughts on “Transexualidade: Uma luta emancipatoria.

  1. Pingback: 23.10.2015 – XV Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana – I Encontro Luso-brasileiro de Sexualidade Humana | terapiaesexualidade

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