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22.10.2015 – XV Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana – I Encontro Luso-brasileiro de Sexualidade Humana

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Manhã: XV Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana

Conferência: Representações do gênero em sexologia: a influência dos estereótipos de gênero sobre a inovação cientifica e médica – Alain Giami (França)

Moderador: Ana Cristina Canosa

Alain Giami começa sua palestra sinalizando que sua conferência é uma continuação da temática que apresentou em uma mesa redonda no dia 21.10. Sua palestra problematiza a medicalização exagerada que envolve o tratamento de disfunções sexuais, na ânsia de se buscar uma vida sexual mais satisfatória muitos pacientes acabam se rendendo a medicamento com grande número de efeitos adversos.

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  • Mesa redonda:Práticas Educativas

Moderador: Yeda M. A. Portela

Tema 1:Práticas Educativas: Crianças – Rita Cássia Pereira Bueno

Captura de Tela 2015-10-22 às 10.18.51Bueno começa sua fala diferenciando sexo de sexualidade e a importância da educação sexual para o melhor desenvolvimento do sujeito, e o quanto antes se comece esse processo melhor para cada um.

A palestrante chama atenção também para o fato de que esse papel deve ser compartilhado pela família e a escola, já que o aluno não deixa sua sexualidade no portão de entrada da escola, ele está inserido em todos os contextos de sua vida de maneira global e deve ser orientado e protegido em todos os âmbitos, inclusive em relação a sexualidade.

Tema 2: Práticas Educativas: Adolescentes – Renata Becker Jucá

Captura de Tela 2015-10-22 às 10.31.00Jucá inicia sua explanação nos situando a importância de perceber de que adolescente estamos falando, quem são, como são e as diferenças contemporâneas em relação a adolescência.  Pontua que o adolescente vivência essa fase de maneira experimental e por esse motivo devemos acompanhá-los, não para moralizar, mas para dar suporte as suas expectativas e crises existenciais tão características da idade. A palestrante destaca que a educação sexual é importante não só pela questão da informação por si só, mas principalmente para orientar e proteger adolescentes e crianças.

Tema 3: Práticas Educativas: Adultos – Patrícia Alexandra Santos Schettert do Valle

Patrícia Valle traz a necessidade de ter a sexualidade presente na transversalidade interdisciplinar, ou seja, que esse tema esteja presente nas várias disciplinas nos planos escolares e acadêmicos. Essa necessidade ocorre devido a percepção de que as transformações sociais só são possíveis através da informação e práticas pedagógicas que transcendam  a reprodução.

“E para transformação social da sexualidade se faz necessário a superação dos pressupostos biomédicos para o modelo que considere a sexualidade como o resultado de múltiplos fatores socioculturais, incluindo em seu escopo de análise a perspectiva das relações de gênero de forma transversal”

Tema 4: A necessidade de programas de educação sexual à pais de crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais – Fernanda Cabral Bonato

A professora Fernanda Bonato denuncia a negação social a respeito da sexualidade de pessoas portadoras de necessidades especiais, e também a heterogeneidade desse grupo, já que está nomenclatura abarca vários tipos de situações de necessidades especiais. Bonato nos faz um chamamento para percebermos o quanto essas pessoas precisam ser vistas de maneira igualitária já que a sexualidade é um aspecto inerente ao ser humano e envolve vários aspectos e não somente o ato sexual, como por exemplo: significados, desejos, sensações, emoções, fantasias, experiências, condutas, proibições, modelos etc.

  • Temas Livres

Moderador: Angela Beatriz Villwock Bachtold

Tema 1: Contribuições da escola para a educação sexual dos adolescentes – Darsilvio Rodrigues Melatti Junior

Darsilvio Melatti compartilha sua pesquisa de mestrado que tem como problema saberem que momento a escola entra com a educação sexual, sob a perspectiva dos alunos a respeito de como esse ensino pode influenciar em suas vidas, de maneira a identificar as contribuições dessa educação sexual para a construção da sexualidade desses adolescentes. O palestrante destaca também o quanto o silêncio da escola pode ser danoso deixando uma lacuna no desenvolvimento.

Tema 2: Formação de professores e gestores em sexualidade- relato de um curso interventivo – Andreza Marques de Castro Leão

Leão explana sobre sua experiência de capacita os profissionais envolvidos na formação de crianças e adolescentes, tendo como objetivo facilitar a introdução dos assuntos que permeiam a sexualidade em ambiente escolar.

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Tema 3: Habilidades de vida como prevenção ao sexismo em crianças: um relato de experiência – Laureane Marília de Lima Costa

Costa relata sua experiência em um trabalho que tem como foco a equidade de gênero entre as crianças.

Captura de Tela 2015-10-22 às 18.35.19Captura de Tela 2015-10-22 às 18.43.27A palestrante coloca a habilidade de vida, como um conjunto  de estratégias comportamentais, cognitivas, emocionais e sociais para lidar com o dia-a-dia de maneira a chamar a atenção das crianças para as diferenças não como impedidores mas como possibilidade igualitária.

Tema 4: Quem vai falar da juventude LGBTT na escola pública?:
Relato de experiência sobre o desenvolvimento de um projeto de educação e orientação acerca da diversidade sexual em uma EMEF de São Paulo – Felipe Luis Fachim

O mestrando Felipe Fachim traz sua proposta de pesquisa de mestrado que trabalhou com caráter interventivo e fenomenologico  em comunidades de São Paulo sob a luz do teórico Heidegger, implicando nas relações de maneira intrínseca.

Simpósio: Diversidad sexual, derechos humanos y VIH

Federação Latinoamericana de Sociedades de Sexologia e Educação Sexual

(FLASSES)

Moderador: Raquel Varaschin

1. Diversidad sexual y família – Raúl Armando Rodríguez Sansores  

Sansores inicia seu trabalho chamando atenção para a questão da unidade a qual o ser humano está envolto, e dessa maneira somos todos diversos e estamos em um mundo plural e heterogêneo. Com isso discute a necessidade de estarmos todos abertos a discutir a melhor maneira de viver de maneira a todos terem direitos e estarem no mundo com as garantias de as diversidades sejam respeitadas.

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Captura de Tela 2015-10-22 às 19.06.492. Derechos humanos y VIH – Jesús Armando Rivas Lugo (México)

A palestra foi apresentada por Ligia Vera Gamboa devido a Jesús estar enfermo.

A palestrante nos apresenta a necessidade de garantias de direitos humanos para pessoas com HIV/AIDS, não direitos diferenciados, mas os mesmo que são garantidos a todos, como o direito a saúde e a não serem discriminados por exemplo. Temos que nos atentar que pessoas infectadas possuem todas as capacidades intelectuais e físicas e por tanto tem o direito a trabalho e a condições de vida e principalmente possuem o direito a confidencialidade.

Captura de Tela 2015-10-22 às 19.20.273. Bareback – Frederick Alejandro Santana Núñez (México)

Núñez inicia sua explanação nos colocando a par do que seria Bareback, relações sexuais em que não se usa camisinha de maneira deliberada. Segundo o palestrante a diferença desta modalidade para o sexo desprotegido é que é feito de maneira consciente e não pelo afã do momento como vemos nos relatos que se referem a sexo desprotegido.  A pratica seria realizada por pessoas que querem ser infectadas e pelas que querem infectar o outro, ainda segundo o palestrante, dentre as motivações pode estar uma questão de identificação entre outras como o fetiche.

4. Diversidad sexual y políticas públicas – Ligia Vera Gamboa (México)

Ligia Gamboa explana sobre as políticas públicas voltadas para diversidade realizadas atualmente no México, nos situa sobre a sociedade tradicional conservadora que há no México que dificulta a execução de tais políticas, porém ressalta que isso está em contra mão ao que se refere o tratado de 48 que se refere a todos terem diretos a liberdade por sermos todos iguais. Destaca a discriminação ainda existente em todo México e o consequente embargo a direitos desta população.

Mesa redonda: Recursos em Educação Sexual 

Moderador: Patrícia Alexandra Santos Schettert do Valle 

Tema 1: Recursos em Educação Sexual: Livros – Gabriella Freidman Mattos

Mattos nos fala de características peculiares da leitura como ampliar conhecimento e compreensão do mundo, desenvolvendo o senso crítico,  aumenta vocabulário e expandi a capacidade de comunicação, a palestrante marca o quanto essas peculiaridades da leitura podem auxiliar a família e a escola como ferramenta de facilitação no campo da educação sexual.

Tema 2: Recursos em Educação Sexual: Jogos Didáticos – Maria Helena Brandão Vilela 

Vilela destaca a importância dos jogos como metodologia de trabalho que aproxima o educador de seus alunos para dar conta das barreiras que podem surgir quando falamos de sexualidade no âmbito educacional, é importante destacar que todo um arcabouço teórico se faz necessário para utilização de toda metodologia de trabalho.

Tema 3: Recursos em Educação Sexual: Produção Visual – Juny Kraiczyk

A palestrante fala sobre os desafios de utilização de material visual para a educação sexual, a importância de se ter claro o público que será alcançado e a demanda especifica.

Tema 4: Recursos em Educação Sexual: Materiais Didáticos – Regina Figueiredo

Figueiredo traz a importância de realização de pesquisas para produção de materiais que deem conta das questões sexuais adequadas a idades e a temas específicos a realidade de onde será utilizado tal material.

Conferência: O que aconteceu com a Cinderela? – Ana Cristina Canosa
Moderador: Lina Wainberg

Captura de Tela 2015-10-22 às 22.34.44Canosa abre sua conferência expondo o tipo de narrativa feita pelos contos de fada, no sentido de ser um convite a visitação do simbolismo feito na narrativa, chama atenção para o fato de que ao falarmos de simbolismo estamos falando de aspectos cognitivos, intuitivos e sentimentos. O intelecto se encarrega de lidar com a realidade e as transformações nela existentes.

A autora chama atenção para os papeis explícitos e implícitos existentes nas histórias que fazem marcação de gênero e de papeis sexuais incutidos de juízos morais e conservadorismo.

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