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20.10.2015 – XV Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana – I Encontro Luso-brasileiro de Sexualidade Humana

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Manhã: XV Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana

Conferência:Direitos Humanos e Sexualidade – Marta Cauduro Oppermann

Moderador: Hugues Costa de França Ribeiro

A conferência da advogada e militante Marta Oppermann trouxe a importância da garantia dos direitos ao exercício livre da sexualidade de maneira global, como expressão de gênero, orientação sexual e direito decisório ao próprio corpo.  Oppermann faz referencia ao forte conservadorismo atualmente instaurados em nosso congresso nacional que vem regredindo importantes ganhos em relação a população LGBTQ, entre outros pontos que abarcam a sexualidade em toda sua amplitude.

  • Mesa redonda: Violências e Sexualidades

Moderador: Vilene Eulálio de Magalhães

Tema 1: Intrafamiliar: Intervenções no Abusador – Maher Hassan Musleh

Maher começa sua fala com a ideia de família como instituição de cuidado e proteção e paradoxalmente ser o lugar onde mais se encontra o abusador.

“O modelo latino seria condescendente com algumas violências sexuais”

O palestrante coloca em pauta o índice de 97,9% dos abusadores sexuais como sendo vítimas de abuso na sua infância, o que nos mostra um ciclo perverso de repetição. O palestrante traz a tona a possibilidade de atendimento a esse “vitimizador”, termo utilizado pelo autor para substituir a palavra abusador, como uma vítima, tratando esse abuso sofrido no passado e o chamando para fazer contato com o papel que ele assume na reciclagem da violência um dia sofrida por ele.

Tema 2: Violência sexual em contexto universitário – Mônica Saldanha Pereira

Mônica S. Pereira assinala o pouco número de estudos a respeito do tema que é estigmatizado pelo preconceito e tabus, além de trazer a tona a vulnerabilidade em que a vítima de violência sexual fica exposta  em ambiente universitário devido as relações de poder que na maioria dos casos está envolvida e dificulta o afastamento do abusador da vítima e com isso chega a tolhi a denúncia.

Tema 3: Abuso virtual: Alessandro Thiers

A palestra não ocorreu devido a questões do palestrante que teve outros compromissos e não pode estar presente.

Tema 4: Ensaio sobre estigma, gênero e sexualidade – Érick Roberto Freire de Araújo Silva.

O palestrante levanta questões de esteriotipia que são atreladas aos gêneros de maneira a demarcar diferenças que apesar de parecerem naturais e internas são na realidade construções sociais que são encorajadas e reforçadas culturalmente, sendo assim, difere de cultura para cultura a forma de lidar com tal pauta.

Tarde: 

  • Temas livre 

Moderador: Irani Maranhão Ferreira

Tema1: Feminilidade, masculinidade e transexualidade: discutindo identidade de gênero em psicanálise – João Paulo Zerbinati

Zerbinati faz sua exposição a partir do olhar da psicanálise para a questão transexual, coloca os conceitos de passividade e atividade em Freud como a forma de compreender as polaridades construídas socio-culturalmente que são internalizadas pelo sujeito e propiciam o desenvolvimento de sua identidade de gênero.

Tema 2: A polissemia em sexualidade – Francisco Juan José Viola

Francisco Viola coloca a questão da polissemia, ou seja, a possibilidade de existir vários sentidos para uma mesma palavra, ser um problema para a sexualidade já que abre um grande leque de vertentes para os termos que a sexualidade abarca trazendo distorções léxicas, empobrecendo o tema e amplificando o preconceito e as fantasias sociais e não os reais casos de pesquisa e suas reais conclusões.

Tema 3: Quem vai culpar Jandiras e Elizângelas? Abordagem midiática sobre as duas mortes em clínicas clandestinas nos veículos Folha de S. Paulo e O Globo – Alina Freitas Praxedes

As pesquisadoras trazem uma provocação crítica a respeito do tratamento dado atualmente a mulheres que optam por realizarem um aborto clandestino, culpabilizando a mulher e não abordando os possíveis ganhos que a mulher teria com uma política que olhasse para o aborto como um tema de saúde pública. Levam a discussão para o patamar político-econômico  já que as clinicas são procuradas por mulheres de várias classes sociais, porém os riscos aumentam muito quando envolvem as mulheres menos favorecidas.

Tema 4: Viver a velhice como travesti: Peconceitos, dificuldades e a luta pelo reconhecimento – Olinda Ramos Barreiros (Portugal)

Captura de Tela 2015-10-20 às 14.32.45Barreiros fala sobre as questões de estigmas que são impostas pela população de travestis. Atualmente no Brasil a média de vida desta população gira em torno dos 35 anos, a palestrante destaca que quando uma travesti passa desta idade é visto por elas como uma vitoria.

A pesquisadora fala sobre o preconceito que ela própria sofreu pelo fato de estar envolvida no tema, e chama atenção para as batalhas diárias enfrentadas pela travesti. Em sua palestra traz o relato de caso de uma travesti de mais de 60 anos que atualmente é bastante atuante junto a população menos favorecida.

Finaliza sua fala com a citação de Henry Thoreau.

Mesa redonda: Masculinidades

Moderador: Yeda M. A. Portela

Tema 1: Sobre os homens e as masculinidades: algumas reflexões a partir de pesquisas, ativismos e proposições políticas na América Latina – Marcos Nascimento.

Inicia sua fala ressaltando as questões que abarcam a construção social da masculinidade, que implica em falar em outras áreas como as de gênero, raciais, sociais e etc. Nascimento aponta para o fator plural no qual o ser homem se ancora numa tentativa de sair do reducionismo de falar somente das questões polares de masculino x feminino.

Tema 2: Princípios feministas para pensar as masculinidades – Mariana Azevedo

Mariana Azevedo traz em sua fala as questões que permeiam a masculinidade sob a luz do feminismo, de maneira a pensarmos as desigualdades de gênero construídas nas relações de poder e a partir desse pensamento criar estratégias educativas com intuito do desenvolvimento de uma sociedade mais igualitária, incluindo a participação dos homens de maneira mais atuante e envolvida em papeis que são vistos atualmente como papeis predominantemente femininos.

Tema 3: Representações Sociais de masculinidade e suas repercussões na sexualidade do adolescente – Ana Paula Viana de Souza

Ana Paula V. de Souza problematiza a construção da identidade de gênero para o adolescente e as representações sociais como determinante de comportamentos que podem inclusive colocar esse desenvolvimento em risco, uma vez que há forte valorização em padrões físicos e de postura sexual, como subjugar e explorar as relações sexuais sob o ponto de vista de uma virilidade que endossa a desigualdade e até a violência contra a mulher.

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  • Mesa redonda: Ética e sexualidade

Moderador: Ítor Finotelli Jr

Tema 1: Gênero, sexualidade e ética – Jane Russo

Russo questiona o biopoder da medicina acerca de gênero e sexualidade no abarca as questões éticas dentro de um preceito valorativo e moral, faz uma explanação no que tange a historicidade das diferenciações entre homem e mulher desde a anatomia até as implicações sociais dessas diferenças, trazendo um ar naturalizante das diferenças, tendo na medicina uma aliada na produção de uma ética carregada de valores e moralidade que coloca homem e mulher em uma situação de atuação na marca do normativo.

Tema 2: Gênero, sexualidade e uso de medicamentos – Lucas Tramontano de Macêdo

Lucas Macêdo faz sua fala ao redor do fenômeno de crescimento da industria farmacêutica e o uso indiscriminado do medicamento  de maneira geral e destaca o quanto não é diferente em relação ao que diz respeito a sexualidade.

Traz a tona também a questão da escolha do outro enquanto senhor de seu corpo e capaz de ter autonomia decisória a respeito de qual caminho gostaria de tomar em relação a seu tratamento quando necessário.

Tema 3: Movimentos sociais, gênero e sexualidade – Horacio Federico Sívori

Infelizmente o palestrante não pode estar presente.

Tema 4: Gênero, sexualidade e ciência – Alain Giami (França)

Alain Giami faz alusão a falta de conhecimento cientifico dos profissionais de enfermagem na França para lidar com a sexualidade e dessa maneira lançam mão de estratégias próprias que em muitos casos vão de encontro com a ética e principalmente denunciam uma carência na formação desses profissionais envolvidos na esfera do cuidado. O palestrante sinaliza também a ambiguidade em que as enfermeiras são encaradas hora santificadas e hora erotizadas, e quando por ventura passam a exercer suas funções com preocupação nas questões que abrangem a sexualidade do paciente são estigmatizadas.

Conferência:  Sexualidade e novas metas para o milênio – Márcio Ruiz Schiavo

Moderador: Ana Cristina Canosa Gonçalves

Schiavo começa sua palestra explicitando a respeito da grande meta dos próximos 15 anos que são os objetivos de desenvolvimento sustentável e no que isso implicaria no campo da sexualidade, chama atenção para a necessidade de envolvimento de todas as camadas sociais.

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