Gestalt Terapia

Essa ansiedade nossa de cada dia! A construção de um transtorno nos hábitos diários.

Essa ansiedade nossa de cada dia! A construção de um transtorno nos hábitos diários.

ANSIEDADEansiedade
an.si.e.da.de
sf (lat anxietate1 Aflição, angústia, ânsia. Psicol Atitude emotiva concernente ao futuro e que se caracteriza por alternativas de medo e esperança; medo vago adquirido especialmente por generalização de estímulos. 3Desejo ardente ou veemente. 4 Impaciência, insofrimento, sofreguidão.

Disponível em: Dicionário Michaelis: Ansiedade

Ao ler a definição de ansiedade no dicionário nos deparamos com uma realidade: Sentimos diariamente seus sintomas é um sentimento normal e costuma ser transitório.

“É essa ansiedade, não patológica, que vivemos ao nos protegermos para atravessar uma rua, ao escolhermos um traje para uma reunião importante , ao participarmos de um experimento em Gestalt-terapia, ao explorarmos nossos valores existenciais.”

Lima, Patricia; D’Acri, Glady e Orgler, sheila, 2007.

Todos os dias temos que fazer escolhas, nos posicionarmos no mundo, e a cada dia há mais pressão para que essas escolhas sejam feitas de maneira rápida, eficiente, assertiva, etc. São muitas as demandas sociais para com a vida contemporânea, essa pressão até certo ponto é geradora de criatividade e crescimento, porém quando passa de um limite, pode ser também paralisadora.

Duas compreensões são comuns em Gestalt-terapia, a de excitação que impulsiona, e uma outra que envolve o tempo, entre presente e futuro. Perls aborda o tema como sendo resultado de uma descarga inadequada de excitação, o autor também aponta a ansiedade em altos níveis como sendo um fator para interrupção da excitação de crescimento, por tanto, interrupção do processo natural do ser humano, que segundo essa teoria tende ao crescimento e ao desenvolvimento criativo de todo seu potencial.

ansiedadeA ansiedade é um sentimento inerente ao homem, e estará presente em sua vida durante toda sua existência, sempre transitando entre força motriz ou estagnadora. O que é imprescindível é que o individuo faça contato consigo para perceber quando este sentimento esta sendo uma ameaça ao seu processo criativo e produtivo, ou seja, ao desenvolvimento de seu potencial. O atropelamento em que nos submetemos diariamente alimenta a ansiedade e com isso ficamos mais próximos do extremo, do exagero, do transtorno, da falta de saúde.

→Aproveito o tema para indicar um belo filme: Em o Filho da Noiva o protagonista, vivido por Ricardo Darím, vive as inquietudes de nossos tempos, a cobrança para ser um homem de sucesso, um bom filho, bom pai e bom companheiro. Podemos ver claramente no personagem a excitação que inicialmente o levou como força motivadora  até certo ponto e o fator tempo, com suas expectativas de futuro sendo levados até o seu limite.

film

“Aos 42 anos Rafael Belvedere (Ricardo Darín) está em crise, pois assumiu muitas responsabilidades e não tem mais tempo para qualquer tipo de diversão. Boa parte de seu tempo é gasto no gerenciamento do restaurante fundado por seu pai, no qual até tem um relativo sucesso, mas sem nunca conseguir escapar da sombra de seu pai. Rafael raramente visita sua mãe, Norma (Norma Aleandro), que está perdendo a memória, pois ela sempre implica com suas acompanhantes. Sua ex-esposa o acusa de não dar a devida atenção ao filho e ainda há Naty (Natalia Verbeke), atual namorada de Rafael, que sempre lhe exige atenção e comprometimento. Em meio a todas estas responsabilidades Rafael sofre um ataque cardíaco, que faz com que se encontre novamente com Juan Carlos (Eduardo Blanco), um amigo de infância, que o ajuda a reconstruir seu passado e ver o presente com outros olhos.”

Para saber mais:  Adoro cinema, sinopse O Filho da Noiva.

Referências Bibliográficas

  • LIMA, Patricia; D’ACRI, Glady & ORGLER, Sheila. Dicionário de Gestalt-terapia: “Gestaltês”, SP. Ed. Summus, 2007.
  • GINGER, Serge e Anne. Gestalt. Uma terapia do contato. [Tradução: Sonia Rangel]. Ed. Summus. São Paulo, 1995. ISBN 978-85-323-0452-0
  • FRAZÃO, Lilian M; FUZUMITSU, Karina, O. Gestalt-terapia Fundamentos Epstemológicos e Influências Filosóficas.Primeira Edição, São Paulo: Summus, 2013.

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